EL DIOS QUE YO CONOZCO

En el juicio final,

los hombres no serán condenados porque creyeron concienzudamente una mentira, sino porque no creyeron la verdad, porque descuidaron la oportunidad de aprender la verdad. No obstante los sofismas con que Satanás trata de establecer lo contrario, siempre es desastroso desobedecer a Dios. Debemos aplicar nuestros corazones a buscar la verdad. Todas las lecciones que Dios mandó registrar en su Palabra son para nuestra advertencia e instrucción. Fueron escritas para salvarnos del engaño. El descuidarlas nos traerá la ruina. Podemos estar seguros de que todo lo que contradiga la Palabra de Dios procede de Satanás.

36.02. Huss e Jerônimo - II

João Huss (1369-1415) era de humilde nascimento e cedo ficou órfão pela morte do pai. Sua piedosa mãe, considerando a educação e o temor de Deus como a mais valiosa das posses, procurou assegurar esta herança para o filho. Huss estudou na escola da província, passando depois para a Universidade de Praga, onde teve admissão gratuita como estudante pobre. Foi acompanhado na viagem por sua mãe; viúva e pobre, não possuía dádivas nem riquezas mundanas para conferir ao filho; mas, aproximando-se eles da grande cidade, ajoelhou-se ela ao lado do jovem sem pai, e invocou-lhe a bênção do Pai celestial. Pouco imaginara aquela mãe como deveria sua oração ser atendida.

Na Universidade, Huss logo se distinguiu pela sua incansável aplicação e rápidos progressos, enquanto a vida irrepreensível e modos afáveis e simpáticos lhe conquistaram estima geral. Era sincero adepto da igreja de Roma, e fervorosamente buscava as bênçãos espirituais que ela professa conferir. Na ocasião de um jubileu, foi à confissão, pagou as últimas poucas moedas de seus minguados recursos, e tomou parte nas procissões, a fim de poder participar da absolvição prometida. Depois de completar o curso colegial, entrou para o sacerdócio e, atingindo rapidamente à eminência, foi logo chamado à corte do rei. Tornou-se também professor e mais tarde reitor da Universidade em que recebera educação. Em poucos anos o humilde estudante, que de favor se educara, tornou-se o orgulho de seu país e seu nome teve fama em toda a Europa.

Foi, porém, em outro campo que Huss começou a obra da reforma. Vários anos após haver recebido a ordenação sacerdotal, foi nomeado pregador da capela de Belém. O fundador desta capela defendera, como assunto de grande importância, a pregação das Escrituras na língua do povo. Apesar da oposição de Roma a esta prática, ela não se interrompeu completamente na Boêmia. Havia, porém, grande ignorância das Escrituras, e os piores vícios prevaleciam entre o povo de todas as classes. Estes males Huss denunciou largamente, apelando para a Palavra de Deus a fim de encarecer os princípios da verdade e pureza por ele pregados.

Um cidadão de Praga, Jerônimo, que depois se tornou intimamente ligado a Huss, trouxera consigo, ao voltar da Inglaterra, os escritos de Wycliffe. A rainha da Inglaterra, que se convertera aos ensinos de Wycliffe, era uma princesa boêmia, e por sua influência as obras do reformador foram também amplamente divulgadas em seu país natal. Estas obras lera-as Huss com interesse; cria que seu autor era cristão sincero e inclinava-se a considerar favoravelmente as reformas que advogava. Huss, conquanto não o soubesse, entrara já em caminho que o levaria longe de Roma.

36.02. Huss and Jerome - II

John Huss (1369-1415) was of humble birth, and was early left an orphan by the death of his father. His pious mother, regarding education and the fear of God as the most valuable of possessions, sought to secure this heritage for her son. Huss studied at the provincial school, and then repaired to the university at Prague, receiving admission as a charity scholar. He was accompanied on the journey to Prague by his mother; widowed and poor, she had no gifts of worldly wealth to bestow upon her son, but as they drew near to the great city, she kneeled down beside the fatherless youth and invoked for him the blessing of their Father in heaven. Little did that mother realize how her prayer was to be answered.

At the university, Huss soon distinguished himself by his untiring application and rapid progress, while his blameless life and gentle, winning deportment gained him universal esteem. He was a sincere adherent of the Roman Church and an earnest seeker for the spiritual blessings which it professes to bestow. On the occasion of a jubilee he went to confession, paid the last few coins in his scanty store, and joined in the processions, that he might share in the absolution promised. After completing his college course, he entered the priesthood, and rapidly attaining to eminence, he soon became attached to the court of the king. He was also made professor and afterward rector of the university where he had received his education. In a few years the humble charity scholar had become the pride of his country, and his name was renowned throughout Europe.

But it was in another field that Huss began the work of reform. Several years after taking priest's orders he was appointed preacher of the chapel of Bethlehem. The founder of this chapel had advocated, as a matter of great importance, the preaching of the Scriptures in the language of the people. Notwithstanding Rome's opposition to this practice, it had not been wholly discontinued in Bohemia. But there was great ignorance of the Bible, and the worst vices prevailed among the people of all ranks. These evils Huss unsparingly denounced, appealing to the word of God to enforce the principles of truth and purity which he inculcated.

A citizen of Prague, Jerome, who afterward became so closely associated with Huss, had, on returning from England, brought with him the writings of Wycliffe. The queen of England, who had been a convert to Wycliffe's teachings, was a Bohemian princess, and through her influence also the Reformer's works were widely circulated in her native country. These works Huss read with interest; he believed their author to be a sincere Christian and was inclined to regard with favor the reforms which he advocated. Already, though he knew it not, Huss had entered upon a path which was to lead him far away from Rome.

36.01. Hus y Jerónimo - I

La semilla del Evangelio había sido sembrada en Bohemia desde el siglo noveno; la Biblia había sido traducida, y el culto público celebrábase en el idioma del pueblo; pero conforme iba aumentando el poder papal, obscurecíase también la Palabra de Dios. Gregorio VII, que se había propuesto humillar el orgullo de los reyes, no estaba menos resuelto a esclavizar al pueblo, y con tal fin expidió una bula para prohibir que se celebrasen cultos públicos en lengua bohemia.

El papa declaró que "Dios se complacía en que se le rindiese culto en lengua desconocida y que el haber desatendido esta disposición había sido causa de muchos males y herejías." (Wylie, lib. 3, cap. 1.) Así decretó Roma que la luz de la Palabra de Dios fuera extinguida y que el pueblo quedara encerrado en las tinieblas; pero el Cielo había provisto otros agentes para la preservación de la iglesia. Muchos valdenses y albigenses, expulsados de sus hogares por la persecución, salieron de Francia e Italia y fueron a establecerse en Bohemia. Aunque no se atrevían a enseñar abiertamente, trabajaron celosamente en secreto, y así se mantuvo la fe de siglo en siglo.

Antes de los tiempos de Hus hubo en Bohemia hombres que se levantaron para condenar abiertamente la corrupción de la iglesia y el libertinaje de las masas. Sus trabajos despertaron interés general y también los temores del clero, el cual inició una encarnizada persecución contra aquellos discípulos del Evangelio. Obligados a celebrar el culto en los bosques y en las montañas, los soldados los cazaban y mataron a muchos de ellos. Transcurrido cierto tiempo, se decretó que todos los que abandonasen el romanismo morirían en la hoguera. Pero aun mientras que los cristianos sacrificaban sus vidas, esperaban el triunfo de su causa.

Uno de los que "enseñaban que la salvación se alcanzaba sólo por la fe en el Salvador crucificado," pronunció al morir estas palabras: "El furor de los enemigos de la verdad prevalece ahora contra nosotros, pero no será siempre así, pues de entre el pueblo ha de levantarse uno, sin espada ni signo de autoridad, contra el cual ellos nada podrán hacer."- Ibid., lib. 3, cap. 1. Lejos estaba aún el tiempo de Lutero; pero ya empezaba a darse a conocer un hombre cuyo testimonio contra Roma conmovería a las naciones.

36.01. Huss e Jerônimo - I

O Evangelho fora implantado na Boêmia já no século IX. A Bíblia achava-se traduzida, e o culto público era celebrado na língua do povo. Mas, à medida que aumentava o poderio do papa, a Palavra de Deus se obscurecia. Gregório VII, que tomara a si o abater o orgulho dos reis, não tinha menos intenções de escravizar o povo, e de acordo com isto expediu uma bula proibindo que o culto público fosse dirigido na língua boêmia.

O papa declarava ser “agradável ao Onipotente que Seu culto fosse celebrado em língua desconhecida, e que muitos males e heresias haviam surgido por não se observar esta regra”. – Wylie, livro 3, cap. 1. Assim Roma decretava que a luz da Palavra de Deus se extinguisse e o povo fosse encerrado em trevas. O Céu havia provido outros fatores para a preservação da igreja. Muitos dos valdenses e albigenses, pela perseguição expulsos de seus lares na França, e Itália, foram à Boêmia. Posto que não ousassem ensinar abertamente, zelosos trabalhavam em segredo. Assim se preservou a verdadeira fé de século em século.

Antes dos dias de Huss, houve na Boêmia homens que se levantaram para condenar abertamente a corrupção na igreja e a dissolução do povo. Seus trabalhos despertaram interesse que se estendeu largamente. Suscitaram-se os temores da hierarquia e iniciou-se a perseguição contra os discípulos do evangelho. Compelidos a fazer seu culto nas florestas e montanhas, davam-lhes caça os soldados, e muitos foram mortos. Depois de algum tempo se decretou que todos os que se afastassem do culto romano deviam ser queimados. Mas, enquanto os cristãos rendiam a vida, olhavam à frente para a vitória de sua causa.

Um dos que “ensinavam que a salvação só se encontra pela fé no Salvador crucificado”, declarou ao morrer: “A fúria dos inimigos da verdade agora prevalece contra nós, mas não será para sempre; levantar-se-á um dentre o povo comum, sem espada nem autoridade, e contra ele não poderão prevalecer.” – Wylie, livro 3, cap. 1. O tempo de Lutero estava ainda muito distante; mas já se erguia alguém, cujo testemunho contra Roma abalaria as nações.

36.01. Huss and Jerome - I

The gospel had been planted in Bohemia as early as the ninth century. The Bible was translated, and public worship was conducted, in the language of the people. But as the power of the pope increased, so the word of God was obscured. Gregory VII, who had taken it upon himself to humble the pride of kings, was no less intent upon enslaving the people, and accordingly a bull was issued forbidding public worship to be conducted in the Bohemian tongue.

The pope declared that "it was pleasing to the Omnipotent that His worship should be celebrated in an unknown language, and that may evils and heresies had arisen from not observing this rule."--Wylie, book 3, chapter 1. Thus Rome decreed that the light of God's word should be extinguished and the people should be shut up in darkness. But Heaven had provided other agencies for the preservation of the church. Many of the Waldenses and Albigenses, driven by persecution from their homes in France and Italy, came to Bohemia. Though they dared not teach openly, they labored zealously in secret. Thus the true faith was preserved from century to century.

Before the days of Huss there were men in Bohemia who rose up to condemn openly the corruption in the church and the profligacy of the people. Their labors excited widespread interest. The fears of the hierarchy were roused, and persecution was opened against the disciples of the gospel. Driven to worship in the forests and the mountains, they were hunted by soldiers, and many were put to death. After a time it was decreed that all who departed from the Romish worship should be burned. But while the Christians yielded up their lives, they looked forward to the triumph of their cause.

One of those who "taught that salvation was only to be found by faith in the crucified Saviour," declared when dying: "The rage of the enemies of the truth now prevails against us, but it will not be forever; there shall arise one from among the common people, without sword or authority, and against him they shall not be able to prevail." -- Ibid., book 3, chapter 1. Luther's time was yet far distant; but already one was rising, whose testimony against Rome would stir the nations.

35.16. Juan Wiclef - XVI

Los papistas fracasaron en su intento de perjudicar a Wiclef durante su vida, y su odio no podía aplacarse mientras que los restos del reformador siguieran descansando en la paz del sepulcro. Por un decreto del concilio de Constanza, más de cuarenta años después de la muerte de Wiclef sus huesos fueron exhumados y quemados públicamente, y las cenizas arrojadas a un arroyo cercano.

"Ese arroyo -dice un antiguo escritor- llevó las cenizas al río Avón, el Avón al Severna, el Severna a los mares y éstos al océano; y; así es como las cenizas de Wiclef son emblema de sus doctrinas, las cuales se hallan esparcidas hoy día por el mundo entero." -T. Fuller, Church History of Britain, lib. 4, sec. 2, párr. 54. ¡Cuán poco alcanzaron a comprender sus enemigos el significado de su acto perverso!

Por medio de los escritos de Wiclef, Juan Hus, de Bohemia, fue inducido a renunciar a muchos de los errores de Roma y a asociarse a la obra de reforma. Y de este modo, en aquellos dos países, tan distantes uno de otro, fue sembrada la semilla de la verdad. De Bohemia se extendió la obra hasta otros países; la mente de los hombres fue encauzada hacia la Palabra de Dios que por tan largo tiempo había sido relegada al olvido. La mano divina estaba así preparando el camino a la gran Reforma.

35.16. João Wycliffe - XVI

Os romanistas não haviam conseguido executar sua vontade em relação a Wycliffe durante a vida deste, e seu ódio não se satisfez enquanto o corpo do reformador repousasse em sossego na sepultura. Por decreto do concílio de Constança, mais de quarenta anos depois de sua morte, seus ossos foram exumados e publicamente queimados, e as cinzas lançadas em um riacho vizinho.

“Esse riacho”, diz antigo escritor, “levou suas cinzas para o Avon, o Avon para o Severn, o Severn para os pequenos mares, e estes para o grande oceano. E assim as cinzas de Wycliffe são o emblema de sua doutrina, que hoje está espalhada pelo mundo inteiro.” –T. Fuller, Church History of Britain, livro 4, secç. 2, par. 54. Pouco imaginaram os inimigos a significação de seu ato perverso.

Foi mediante os escritos de Wycliffe que João Huss, da Boêmia, foi levado a renunciar a muitos erros do romanismo e entrar na obra da Reforma. E assim é que nesses dois países tão grandemente separados, foi lançada a semente da verdade. Da Boêmia a obra estendeu-se para outras terras. O espírito dos homens foi dirigido para a Palavra de Deus, havia tanto esquecida. A mão divina estava a preparar o caminho para a Grande Reforma.

35.16. John Wycliffe - XVI

The papists had failed to work their will with Wycliffe during his life, and their hatred could not be satisfied while his body rested quietly in the grave. By the decree of the Council of Constance, more than forty years after his death his bones were exhumed and publicly burned, and the ashes were thrown into a neighboring brook.

"This brook," says an old writer, "hath conveyed his ashes into Avon, Avon into Severn, Severn into the narrow seas, they into the main ocean. And thus the ashes of Wycliffe are the emblem of his doctrine, which now is dispersed all the world over."-- T. Fuller, Church History of Britain, b. 4, sec. 2, par. 54. Little did his enemies realize the significance of their malicious act.

It was through the writings of Wycliffe that John Huss, of Bohemia, was led to renounce many of the errors of Romanism and to enter upon the work of reform. Thus in these two countries, so widely separated, the seed of truth was sown. From Bohemia the work extended to other lands. The minds of men were directed to the long-forgotten word of God. A divine hand was reparing the way for the Great Reformation.

35.15. Juan Wiclef - XV

El carácter de Wiclef es una prueba del poder educador y transformador de las Santas Escrituras. A la Biblia debió él todo lo que fue. El esfuerzo hecho para comprender las grandes verdades de la revelación imparte vigor a todas las facultades y las fortalece; ensancha el entendimiento, aguza las percepciones y madura el juicio.

El estudio de la Biblia ennoblecerá como ningún otro estudio el pensamiento, los sentimientos y las aspiraciones. Da constancia en los propósitos, paciencia, valor y perseverancia; refina el carácter y santifica el alma. Un estudio serio y reverente de las Santas Escrituras, al poner la mente de quienes se dedicaran a él en contacto directo con la mente del Todopoderoso, daría al mundo hombres de intelecto mayor y más activo, como también de principios más nobles que los que pueden resultar de la más hábil enseñanza de la filosofía humana. "La entrada de tus palabras -dice el salmista- alumbra; a los simples les da inteligencia." (Salmo 119: 130).

Las doctrinas que enseñó Wiclef siguieron cundiendo por algún tiempo; sus partidarios, conocidos por wiclefistas y lolardos, no sólo recorrían Inglaterra sino que se esparcieron por otras partes, llevando a otros países el conocimiento del Evangelio. Cuando su jefe falleció, los predicadores trabajaron con más celo aun que antes, y las multitudes acudían a escuchar sus enseñanzas. Algunos miembros de la nobleza y la misma esposa del rey contábanse en el número de los convertidos, y en muchos lugares se notaba en las costumbres del pueblo un cambio notable y se sacaron de las iglesias los símbolos idólatras del romanismo. Pero pronto la tempestad de la despiadada persecución se desató sobre aquellos que se atrevían a aceptar la Biblia como guía.

Los monarcas ingleses, ansiosos de confirmar su poder con el apoyo de Roma, no vacilaron en sacrificar a los reformadores. Por primera vez en la historia de Inglaterra fue decretado el uso de la hoguera para castigar a los propagadores del Evangelio. Los martirios seguían a los martirios. Los que abogaban por la verdad eran desterrados o atormentados y sólo podían clamar al oído del Dios de Sabaoth. Se les perseguía como a enemigos de la iglesia y traidores del reino, pero ellos seguían predicando en lugares secretos, buscando refugio lo mejor que podían en las humildes casas de los pobres y escondiéndose muchas veces en cuevas y antros de la tierra.

A pesar de la ira de los perseguidores, continuó serena, firme y paciente por muchos siglos la protesta que los siervos de Dios sostuvieron contra la perversión predominante de las enseñanzas religiosas. Los cristianos de aquellos tiempos primitivos no tenían más que un conocimiento parcial de la verdad, pero habían aprendido a amar la Palabra de Dios y a obedecerla, y por ella sufrían con paciencia. Como los discípulos en los tiempos apostólicos, muchos sacrificaban sus propiedades terrenales por la causa de Cristo. Aquellos a quienes se permitía habitar en sus hogares, daban asilo con gusto a sus hermanos perseguidos, y cuando a ellos también se les expulsaba de sus casas, aceptaban alegremente la suerte de los desterrados.

Cierto es que miles de ellos, aterrorizados por la furia de los perseguidores, compraron su libertad haciendo el sacrificio de su fe, y salieron de las cárceles llevando el hábito de los arrepentidos para hacer pública retractación; pero no fue escaso el número -contándose entre ellos nobles y ricos, así como pobres y humildes- de los que sin miedo alguno daban testimonio de la verdad en los calabozos, en las "torres lolardas," gozosos en medio de los tormentos y las llamas, de ser tenidos por dignos de participar de "la comunión de sus padecimientos."

35.15. João Wycliffe - XV

O caráter de Wycliffe é testemunho do poder educador e transformador das Sagradas Escrituras. Foram estas que dele fizeram o que foi. O esforço para aprender as grandes verdades da revelação, comunica frescor e vigor a todas as faculdades. Expande a mente, aguça a percepção, amadurece o juízo.

O estudo da Bíblia enobrece a todo pensamento, sentimento e aspiração, como nenhum outro estudo o pode fazer. Dá estabilidade de propósitos, paciência, coragem e fortaleza; aperfeiçoa o caráter e santifica a alma. O esquadrinhar fervoroso e reverente das Escrituras, pondo o espírito do estudante em contato direto com a mente infinita, daria ao mundo homens de intelecto mais forte e mais ativo, bem como de princípios mais nobres, do que os que já existiram como resultado do mais hábil ensino que proporciona a filosofia humana. “A exposição das Tuas palavras dá luz”, diz o salmista; “dá entendimento aos símplices.” Salmo 119: 130.

As doutrinas ensinadas por Wycliffe continuaram durante algum tempo a espalhar-se; seus seguidores, conhecidos como wyclifitas e lolardos, não somente encheram a Inglaterra, mas espalharam-se em outros países, levando o conhecimento do evangelho. Agora que seu guia fora tomado dentre os vivos, os pregadores trabalhavam com zelo maior do que antes, e multidões se congregavam para ouvi-los. Alguns da nobreza e mesmo a esposa do rei se encontravam entre os conversos. Em muitos lugares houve assinalada reforma nos costumes do povo, e os símbolos do romanismo foram removidos das igrejas. Logo, porém, a impiedosa tempestade da perseguição irrompeu sobre os que haviam ousado aceitar a Escritura Sagrada como guia.

Os monarcas ingleses, ávidos de aumentar seu poder mediante o apoio de Roma, não hesitaram em sacrificar os reformadores. Pela primeira vez na história da Inglaterra a fogueira foi decretada contra os discípulos do evangelho. Martírios sucederam a martírios. Os defensores da verdade, proscritos e torturados, podiam tão-somente elevar seus clamores ao ouvido do Senhor dos exércitos. Perseguidos como inimigos da igreja e traidores do reino, continuaram a pregar em lugares secretos, encontrando abrigo o melhor que podiam nos humildes lares dos pobres, e muitas vezes refugiando-se mesmo em brenhas e cavernas.

Apesar da fúria da perseguição, durante séculos continuou a ser proferido um protesto calmo, devoto, fervoroso, paciente, contra as dominantes corrupções da fé religiosa. Os crentes daqueles primitivos tempos tinham apenas conhecimento parcial da verdade, mas haviam aprendido a amar e obedecer à Palavra de Deus, e pacientemente sofriam por sua causa. Como os discípulos dos dias apostólicos, muitos sacrificavam suas posses deste mundo pela causa de Cristo. Aqueles a quem era permitido permanecer em casa, abrigavam alegremente os irmãos banidos; e, quando eles também eram expulsos, animosamente aceitavam a sorte dos proscritos.

Milhares, é verdade, aterrorizados pela fúria dos perseguidores, compravam a liberdade com sacrifício da fé, e saíam das prisões vestidos com a roupa dos penitentes, a fim de publicar sua abjuração. Mas não foi pequeno o número – e entre estes havia homens de nascimento nobre bem como humildes e obscuros – dos que deram destemido testemunho da verdade nos cubículos dos cárceres, nas “Torres dos Lolardos”, e em meio de tortura e chamas, regozijando-se de que tivessem sido considerados dignos de conhecer a “comunicação de Suas aflições”.

35.15. John Wycliffe - XV

The character of Wycliffe is a testimony to the educating, transforming power of the Holy Scriptures. It was the Bible that made him what he was. The effort to grasp the great truths of revelation imparts freshness and vigor to all the faculties. It expands the mind, sharpens the perceptions, and ripens the judgment.

The study of the Bible will ennoble every thought, feeling, and aspiration as no other study can. It gives stability of purpose, patience, courage, and fortitude; it refines the character and sanctifies the soul. An earnest, reverent study of the Scriptures, bringing the mind of the student in direct contact with the infinite mind, would give to the world men of stronger and more active intellect, as well as of nobler principle, than has ever resulted from the ablest training that human philosophy affords. "The entrance of Thy words," says the psalmist, "giveth light; it giveth understanding." Psalm 119:130.

The doctrines which had been taught by Wycliffe continued for a time to spread; his followers, known as Wycliffites and Lollards, not only traversed England, but scattered to other lands, carrying the knowledge of the gospel. Now that their leader was removed, the preachers labored with even greater zeal than before, and multitudes flocked to listen to their teachings. Some of the nobility, and even the wife of the king, were among the converts. In many places there was a marked reform in the manners of the people, and the idolatrous symbols of Romanism were removed from the churches. But soon the pitiless storm of persecution burst upon those who had dared to accept the Bible as their guide.

The English monarchs, eager to strengthen their power by securing the support of Rome, did not hesitate to sacrifice the Reformers. For the first time in the history of England the stake was decreed against the disciples of the gospel. Martyrdom succeeded martyrdom. The advocates of truth, proscribed and tortured, could only pour their cries into the ear of the Lord of Sabaoth. Hunted as foes of the church and traitors to the realm, they continued to preach in secret places, finding shelter as best they could in the humble homes of the poor, and often hiding away even in dens and caves.

Notwithstanding the rage of persecution, a calm, devout, earnest, patient protest against the prevailing corruption of religious faith continued for centuries to be uttered. The Christians of that early time had only a partial knowledge of the truth, but they had learned to love and obey God's word, and they patiently suffered for its sake. Like the disciples in apostolic days, many sacrificed their worldly possessions for the cause of Christ. Those who were permitted to dwell in their homes gladly sheltered their banished brethren, and when they too were driven forth they cheerfully accepted the lot of the outcast.

Thousands, it is true, terrified by the fury of their persecutors, purchased their freedom at the sacrifice of their faith, and went out of their prisons, clothed in penitents' robes, to publish their recantation. But the number was not small--and among them were men of noble birth as well as the humble and lowly--who bore fearless testimony to the truth in dungeon cells, in "Lollard towers," and in the midst of torture and flame, rejoicing that they were counted worthy to know "the fellowship of His sufferings."

35.14. Juan Wiclef - XIV

Wiclef estaba convencido de que su fidelidad iba a costarle la vida. El rey, el papa y los obispos estaban unidos para lograr su ruina, y parecía seguro que en pocos meses a más tardar le llevarían a la hoguera. Pero su valor no disminuyó. "¿Por qué habláis de buscar lejos la corona del martirio? -decía él.- Predicad el Evangelio de Cristo a arrogantes prelados, y el martirio no se hará esperar. ¡Qué! ¿Viviría yo para quedarme callado?. . . ¡Nunca! ¡Que venga el golpe! Esperándolo estoy." -D'Aubigné, lib. 17, cap. 8.

No obstante, la providencia de Dios velaba aún por su siervo, y el hombre que durante toda su vida había defendido con arrojo la causa de la verdad, exponiéndose diariamente al peligro, no había de caer víctima del odio de sus enemigos. Wiclef nunca miró por sí mismo, pero el Señor había sido su protector y ahora que sus enemigos se creían seguros de su presa, Dios le puso fuera del alcance de ellos. En su iglesia de Lutterworth, en el momento en que iba a dar la comunión, cayó herido de parálisis y murió al poco tiempo.

Dios le había señalado a Wiclef su obra. Puso en su boca la palabra de verdad y colocó una custodia en derredor suyo para que esa palabra llegase a oídos del pueblo. Su vida fue protegida y su obra continuó hasta que hubo echado los cimientos para la grandiosa obra de la Reforma.

Wiclef surgió de entre las tinieblas de los tiempos de ignorancia y superstición. Nadie había trabajado antes de él en 100 una obra que dejara un molde al que Wiclef pudiera atenerse. Suscitado como Juan el Bautista para cumplir una misión especial, fue el heraldo de una nueva era. Con todo, en el sistema de verdad que presentó hubo tal unidad y perfección que no pudieron superarlo los reformadores que le siguieron, y algunos de ellos no lo igualaron siquiera, ni aun cien años más tarde. Echó cimientos tan hondos y amplios, y dejó una estructura tan exacta y firme que no necesitaron hacer modificaciones los que le sucedieron en la causa.

El gran movimiento inaugurado por Wiclef, que iba a libertar las conciencias y los espíritus y emancipar las naciones que habían estado por tanto tiempo atadas al carro triunfal de Roma, tenía su origen en la Biblia. Era ella el manantial de donde brotó el raudal de bendiciones que como el agua de la vida ha venido fluyendo a través de las generaciones desde el siglo XIV. Con fe absoluta, Wiclef aceptaba las Santas Escrituras como la revelación inspirada de la voluntad de Dios, como regla suficiente de fe y conducta. Se le había enseñado a considerar la iglesia de Roma como la autoridad divina e infalible y a aceptar con reverencia implícita las enseñanzas y costumbres establecidas desde hacía mil años; pero de todo esto se apartó para dar oídos a la santa Palabra de Dios. Esta era la autoridad que él exigía que el pueblo reconociese. En vez de la iglesia que hablaba por medio del papa, declaraba él que la única autoridad verdadera era la voz de Dios escrita en su Palabra; y enseñó que la Biblia es no sólo una revelación perfecta de la voluntad de Dios, sino que el Espíritu Santo es su único intérprete, y que por el estudio de sus enseñanzas cada uno debe conocer por sí mismo sus deberes. Así logró que se fijaran los hombres en la Palabra de Dios y dejaran a un lado al papa y a la iglesia de Roma.

Wiclef fue uno de los mayores reformadores. Por la amplitud de su inteligencia, la claridad de su pensamiento, su firmeza para sostener la verdad y su intrepidez para defenderla, fueron pocos los que le igualaron entre los que se levantaron tras él. Caracterizaban al primero de los reformadores su pureza de vida, su actividad incansable en el estudio y el trabajo, su integridad intachable, su fidelidad en el ministerio y sus nobles sentimientos, que eran los mismos que se notaron en Cristo Jesús. Y esto, no obstante la obscuridad intelectual y la corrupción moral de la época en que vivió.

35.14. João Wycliffe - XIV

Wycliffe esperava plenamente que sua vida seria o preço de sua fidelidade. O rei, o papa e os bispos estavam unidos para levá-lo a ruína, e parecia certo que, quando muito, em poucos meses o levariam à fogueira. Mas sua coragem não se abalou. "Por que falais em procurar longe a coroa do martírio?” dizia. “Pregai o evangelho de Cristo aos altivos prelados e o martírio não vos faltará. Quê! viveria eu e estaria silencioso? … Nunca! Venha o golpe, eu o estou aguardando." – D’Aubigné, livro 17, cap. 8.

Mas Deus, em Sua providência, ainda escudou a Seu servo. O homem que durante toda a vida permanecera ousadamente na defesa da verdade, diariamente em perigo de vida, não deveria cair vítima do ódio de seus adversários. Wycliffe nunca procurara escudar-se a si mesmo, mas o Senhor lhe fora o protetor; e agora, quando seus inimigos julgavam segura a presa, a mão de Deus o removeu para além de seu alcance. Em sua igreja, em Lutterworth, na ocasião em que ia ministrar a comunhão, caiu atacado de paralisia, e em pouco tempo rendeu a vida.

Deus designara a Wycliffe a sua obra. Pusera-lhe na boca a Palavra da verdade e dispusera uma guarda a seu redor para que esta Palavra pudesse ir ao povo. A vida fora-lhe protegida e seus trabalhos se prolongaram, até ser lançado o fundamento para a grande obra da Reforma.

Wycliffe saíra das trevas da Idade Média. Ninguém havia que tivesse vivido antes dele, por meio de cuja obra pudesse modelar seu sistema de reforma. Suscitado como João Batista para cumprir uma missão especial, foi ele o arauto de uma nova era. Contudo, no sistema de verdades que apresentava, havia uma unidade e perfeição que os reformadores que o seguiram não excederam e que alguns não atingiram, mesmo cem anos mais tarde. Tão amplo e profundo foi posto o fundamento, tão firme e verdadeiro o arcabouço, que não foi necessário serem reconstruídos pelos que depois dele vieram.

O grande movimento inaugurado por Wycliffe, o qual deveria libertar a consciência e o intelecto e deixar livres as nações, durante tanto tempo jungidas ao carro triunfal de Roma, teve sua fonte na Escritura Sagrada. Ali se encontrava a origem da corrente de bem-aventurança, que, como a água da vida, tem manado durante gerações desde o século XIV. Wycliffe aceitava as Sagradas Escrituras com implícita fé, como a inspirada revelação da vontade de Deus, como suficiente regra de fé e prática. Fora educado de modo a considerar a Igreja de Roma como autoridade divina, infalível, e aceitar com indiscutível reverência os ensinos e costumes estabelecidos havia um milênio; mas de tudo isto se desviou para ouvir a santa Palavra de Deus. Esta era a autoridade que ele insistia com o povo para que reconhecesse. Em vez da igreja falando pelo papa, declarou ser a única verdadeira autoridade a voz de Deus falando por Sua Palavra. E não somente ensinava que a Bíblia é a perfeita revelação da vontade de Deus, mas que o Espírito Santo é o seu único intérprete, e que todo homem, pelo estudo de seus ensinos, deve aprender por si próprio o dever. Desta maneira fazia volver o espírito, do papa e da igreja de Roma, para a Palavra de Deus.

Wycliffe foi um dos maiores reformadores. Na amplidão de seu intelecto, clareza de pensamentos, firmeza em manter a verdade e ousadia para defendê-la, por poucos dos que após ele vieram foi igualado. Pureza de vida, incansável diligência no estudo e trabalho, incorruptível integridade, amor e fidelidade cristã no ministério caracterizaram o primeiro dos reformadores. E isto apesar das trevas intelectuais e corrupção moral da época de que ele emergiu.

35.14. John Wycliffe - XIV

Wycliffe fully expected that his life would be the price of his fidelity. The king, the pope, and the bishops were united to accomplish his ruin, and it seemed certain that a few months at most would bring him to the stake. But his courage was unshaken. "Why do you talk of seeking the crown of martyrdom afar?" he said. "Preach the gospel of Christ to haughty prelates, and martyrdom will not fail you. What! I should live and be silent? . . . Never! Let the blow fall, I await its coming."-- D'Aubigne, b. 17, ch. 8.

But God's providence still shielded His servant. The man who for a whole lifetime had stood boldly in defense of the truth, in daily peril of his life, was not to fall a victim of the hatred of its foes. Wycliffe had never sought to shield himself, but the Lord had been his protector; and now, when his enemies felt sure of their prey, God's hand removed him beyond their reach. In his church at Lutterworth, as he was about to dispense the communion, he fell, stricken with palsy, and in a short time yielded up his life.

God had appointed to Wycliffe his work. He had put the word of truth in his mouth, and He set a guard about him that this word might come to the people. His life was protected, and his labors were prolonged, until a foundation was laid for the great work of the Reformation.

Wycliffe came from the obscurity of the Dark Ages. There were none who went before him from whose work he could shape his system of reform. Raised up like John the Baptist to accomplish a special mission, he was the herald of a new era. Yet in the system of truth which he presented there was a unity and completeness which Reformers who followed him did not exceed, and which some did not reach, even a hundred years later. So broad and deep was laid the foundation, so firm and true was the framework, that it needed not to be reconstructed by those who came after him.

The great movement that Wycliffe inaugurated, which was to liberate the conscience and the intellect, and set free the nations so long bound to the triumphal car of Rome, had its spring in the Bible. Here was the source of that stream of blessing, which, like the water of life, has flowed down the ages since the fourteenth century. Wycliffe accepted the Holy Scriptures with implicit faith as the inspired revelation of God's will, a sufficient rule of faith and practice. He had been educated to regard the Church of Rome as the divine, infallible authority, and to accept with unquestioning reverence the established teachings and customs of a thousand years; but he turned away from all these to listen to God's holy word. This was the authority which he urged the people to acknowledge. Instead of the church speaking through the pope, he declared the only true authority to be the voice of God speaking through His word. And he taught not only that the Bible is a perfect revelation of God's will, but that the Holy Spirit is its only interpreter, and that every man is, by the study of its teachings, to learn his duty for himself. Thus he turned the minds of men from the pope and the Church of Rome to the word of God.

Wycliffe was one of the greatest of the Reformers. In breadth of intellect, in clearness of thought, in firmness to maintain the truth, and in boldness to defend it, he was equaled by few who came after him. Purity of life, unwearying diligence in study and in labor, incorruptible integrity, and Christlike love and faithfulness in his ministry, characterized the first of the Reformers. And this notwithstanding the intellectual darkness and moral corruption of the age from which he emerged.

35.13. Juan Wiclef - XIII

La obra de Wiclef quedaba casi concluida. El estandarte de la verdad que él había sostenido por tanto tiempo iba pronto a caer de sus manos; pero era necesario que diese un testimonio mas en favor del Evangelio. La verdad debía ser proclamada desde la misma fortaleza del imperio del error. Fue emplazado Wiclef a presentarse ante el tribunal papal de Roma, que había derramado tantas veces la sangre de los santos. Por cierto que no dejaba de darse cuenta del gran peligro que le amenazaba, y sin embargo, hubiera asistido a la cita si no se lo hubiese impedido un ataque de parálisis que le dejó imposibilitado para hacer el viaje. Pero si su voz no se iba a oír en Roma, podía hablar por carta, y resolvió hacerlo. Desde su rectoría el reformador escribió al papa una epístola que, si bien fue redactada en estilo respetuoso y espíritu cristiano, era una aguda censura contra la pompa y el orgullo de la sede papal.

"En verdad me regocijo -decía- en hacer notoria y afirmar delante de todos los hombres la fe que poseo, y especialmente ante el obispo de Roma, quien, como supongo que ha de ser persona honrada y de buena fe, no se negará a confirmar gustoso esta mi fe, o la corregirá si acaso la encuentra errada.

"En primer término, supongo que el Evangelio de Cristo es toda la substancia de la ley de Dios. . . . Declaro y sostengo que por ser el obispo de Roma el vicario de Cristo aquí en la tierra, está sujeto más que nadie a la ley del Evangelio. Porque entre los discípulos de Cristo la grandeza no consistía en dignidades o valer mundanos, sino en seguir de cerca a Cristo e imitar fielmente su vida y sus costumbres. . . . Durante el tiempo de su peregrinación en la tierra Cristo fue un hombre muy pobre, que despreciaba y desechaba todo poder y todo honor terreno. . . .

"Ningún hombre de buena fe debiera seguir al papa ni a santo alguno, sino en aquello en que ellos siguen el ejemplo del Señor Jesucristo, pues San Pedro y los hijos de Zebedeo, al desear honores del mundo, lo cual no es seguir las pisadas de Cristo, pecaron y, por tanto, no deben ser imitados en sus errores. . . .

"El papa debería dejar al poder secular todo dominio y gobierno temporal y con tal fin exhortar y persuadir eficazmente a todo el clero a hacer otro tanto, pues así lo hizo Cristo y especialmente sus apóstoles. Por consiguiente, si me he equivocado en cualquiera de estos puntos, estoy dispuesto a someterme a la corrección y aun a morir, si es necesario. Si pudiera yo obrar conforme a mi voluntad y deseo, siendo dueño de mí mismo, de seguro que me presentaría ante el obispo de Roma; pero el Señor se ha dignado visitarme para que se haga lo contrario y me ha enseñado a obedecer a Dios antes que a los hombres."

Al concluir decía: "Oremos a Dios para que mueva de tal modo el corazón de nuestro papa Urbano VI, que él y su clero sigan al Señor Jesucristo en su vida y costumbres, y así se lo enseñen al pueblo, a fin de que, siendo ellos el dechado, todos los fieles los imiten con toda fidelidad." -Juan Foxe, Acts and Monuments, tomo 3, págs. 49, 50.

Así enseñó Wiclef al papa y a sus cardenales la mansedumbre y humildad de Cristo, haciéndoles ver no sólo a ellos sino a toda la cristiandad el contraste que había entre ellos y el Maestro de quien profesaban ser representantes.

35.13. João Wycliffe - XIII

A obra de Wycliffe estava quase terminada; a bandeira da verdade que durante tanto tempo empunhara, logo lhe deveria cair da mão; mas, uma vez mais, deveria ele dar testemunho do evangelho. A verdade devia ser proclamada do próprio reduto do reino do erro. Wycliffe foi chamado a julgamento perante o tribunal papal em Roma, o qual tantas vezes derramara o sangue dos santos. Não ignorava o perigo que o ameaçava; contudo, teria atendido à chamada se um ataque de paralisia lhe não houvesse tornado impossível efetuar a viagem. Mas, se bem que sua voz não devesse ser ouvida em Roma, poderia falar por carta, e isto se decidiu a fazer. De sua reitoria o reformador escreveu ao papa uma carta que, conquanto respeitosa nas expressões e cristã no espírito, era incisiva censura à pompa e orgulho da sé papal.

“Em verdade me regozijo”, disse, “por manifestar e declarar a todo homem a fé que mantenho, e especialmente ao bispo de Roma, o qual, como suponho ser íntegro e verdadeiro, de mui boa vontade confirmará minha dita fé, ou, se é ela errônea, corrigi-la-á.

“Em primeiro lugar, creio que o evangelho de Cristo é o corpo todo da lei de Deus. … Declaro e sustento que o bispo de Roma, desde que se considera o vigário de Cristo aqui na Terra, está obrigado, mais do que todos os outros homens, à lei do evangelho. Pois a grandeza entre os discípulos de Cristo não consistia na dignidade e honras mundanas, mas em seguir rigorosamente, e de perto, a Cristo em Sua vida e maneiras. … Jesus, durante o tempo de Sua peregrinação na Terra, foi homem paupérrimo, desdenhando e lançando de Si todo o domínio e honra mundanos....

“Nenhum homem fiel deveria seguir quer ao próprio papa, quer a qualquer dos santos, a não ser nos pontos em que seguirem ao Senhor Jesus Cristo; pois Pedro e os filhos de Zebedeu, desejando honras mundanas, contrárias ao seguimento dos passos de Cristo, erraram, e portanto nestes erros não devem ser seguidos....

“O papa deve deixar ao poder secular todo o domínio e governo temporal, e neste sentido exortar e persuadir eficazmente todo o clero; pois assim fez Cristo, e especialmente por Seus apóstolos. Por conseguinte, se errei em qualquer destes pontos, submeter-me-ei muito humildemente à correção, mesmo pela morte, se assim for necessário; e se eu pudesse agir segundo minha vontade ou desejo, certamente me apresentaria em pessoa perante o bispo de Roma; mas o Senhor determinou o contrário, e ensinou-me a obedecer antes a Deus do que aos homens.”

Finalizando, disse: “Oremos a nosso Deus para que Ele de tal maneira influencie nosso papa Urbano VI, conforme já começou a fazer, que juntamente com o clero possa seguir ao Senhor Jesus Cristo na vida e nos costumes, e com eficácia ensinar o povo, e que eles de igual maneira, fielmente os sigam nisso.” – John Foxe, Acts and Monuments, vol. 3, págs. 49, 50.

Assim Wycliffe apresentou ao papa e aos cardeais a mansidão e humildade de Cristo, mostrando não somente a eles mesmos, mas a toda a cristandade, o contraste entre eles e o Mestre, a quem professavam representar.

35.13. John Wycliffe - XIII

Wycliffe's work was almost done; the banner of truth which he had so long borne was soon to fall from his hand; but once more he was to bear witness for the gospel. The truth was to be proclaimed from the very stronghold of the kingdom of error. Wycliffe was summoned for trial before the papal tribunal at Rome, which had so often shed the blood of the saints. He was not blind to the danger that threatened him, yet he would have obeyed the summons had not a shock of palsy made it impossible for him to perform the journey. But though his voice was not to be heard at Rome, he could speak by letter, and this he determined to do. From his rectory the Reformer wrote to the pope a letter, which, while respectful in tone and Christian in spirit, was a keen rebuke to the pomp and pride of the papal see.

"Verily I do rejoice," he said, "to open and declare unto every man the faith which I do hold, and especially unto the bishop of Rome: which, forasmuch as I do suppose to be sound and true, he will most willingly confirm my said faith, or if it be erroneous, amend the same.

"First, I suppose that the gospel of Christ is the whole body of God's law. . . . I do give and hold the bishop of Rome, forasmuch as he is the vicar of Christ here on earth, to be most bound, of all other men, unto that law of the gospel. For the greatness among Christ's disciples did not consist in worldly dignity or honors, but in the near and exact following of Christ in His life and manners.... Christ, for the time of His pilgrimage here, was a most poor man, abjecting and casting off all worldly rule and honor. . . .

"No faithful man ought to follow either the pope himself or any of the holy men, but in such points as he hath followed the Lord Jesus Christ; for Peter and the sons of Zebedee, by desiring worldly honor, contrary to the following of Christ's steps, did offend, and therefore in those errors they are not to be followed. . . .

"The pope ought to leave unto the secular power all temporal dominion and rule, and thereunto effectually to move and exhort his whole clergy; for so did Christ, and especially by His apostles. Wherefore, if I have erred in any of these points, I will most humbly submit myself unto correction, even by death, if necessity so require; and if I could labor according to my will or desire in mine own person, I would surely present myself before the bishop of Rome; but the Lord hath otherwise visited me to the contrary, and hath taught me rather to obey God than men."

In closing he said: "Let us pray unto our God, that He will so stir up our Pope Urban VI, as he began, that he with his clergy may follow the Lord Jesus Christ in life and manners; and that they may teach the people effectually, and that they, likewise, may faithfully follow them in the same."-- John Foxe, Acts and Monuments, vol. 3, pp. 49, 50.

Thus Wycliffe presented to the pope and his cardinals the meekness and humility of Christ, exhibiting not only to themselves but to all Christendom the contrast between them and the Master whose representatives they professed to be.

35.12. Juan Wiclef - XII

Como el sagrado libro apelaba a la razón, logró despertar a los hombres de su pasiva sumisión a los dogmas papales. En lugar de éstos, Wiclef enseñaba las doctrinas distintivas del protestantismo: la salvación por medio de la fe en Cristo y la infalibilidad única de las Sagradas Escrituras. Los predicadores que él enviaba ponían en circulación la Biblia junto con los escritos del reformador, y con tan buen éxito, que la nueva fe fue aceptada por casi la mitad del pueblo inglés.

La aparición de las Santas Escrituras llenó de profundo desaliento a las autoridades de la iglesia. Estas tenían que hacer frente ahora a un agente más poderoso que Wiclef: una fuerza contra la cual todas sus armas servirían de poco. No había ley en aquel tiempo que prohibiese en Inglaterra la lectura de la Biblia, porque jamás se había hecho una versión en el idioma del pueblo. Tales leyes se dictaron poco después y fueron puestas en vigor del modo más riguroso; pero, entretanto, y a pesar de los esfuerzos del clero, hubo oportunidad para que la Palabra de Dios circulara por algún tiempo.

Nuevamente los caudillos papales quisieron imponer silencio al reformador. Le citaron ante tres tribunales sucesivos, para juzgarlo, pero sin resultado alguno. Primero un sínodo de obispos declaró que sus escritos eran heréticos, y logrando atraer a sus miras al joven rey Ricardo II, obtuvo un decreto real que condenaba a prisión a todos los que sostuviesen las doctrinas condenadas.

Wiclef apeló de esa sentencia del sínodo al parlamento; sin temor alguno demandó al clero ante el concilio nacional y exigió que se reformaran los enormes abusos sancionados por la iglesia. Con notable don de persuasión describió las usurpaciones y las corrupciones de la sede papal, y sus enemigos quedaron confundidos. Los amigos y partidarios de Wiclef se habían visto obligados a ceder, y se esperaba confiadamente que el mismo reformador al llegar a la vejez y verse solo y sin amigos, se inclinaría ante la autoridad combinada de la corona y de la mitra. Mas en vez de esto, los papistas se vieron derrotados. Entusiasmado por las elocuentes interpelaciones de Wiclef, el parlamento revocó el edicto de persecución y el reformador se vio nuevamente libre.

Por tercera vez le citaron para formarle juicio, y esta vez ante el más alto tribunal eclesiástico del reino. En esta corte suprema no podía haber favoritismo para la herejía; en ella debía asegurarse el triunfo para Roma y ponerse fin a la obra del reformador. Así pensaban los papistas. Si lograban su intento, Wiclef se vería obligado a abjurar sus doctrinas o de lo contrario sólo saldría del tribunal para ser quemado.

Empero Wiclef no se retractó, ni quiso disimular nada. Sostuvo intrépido sus enseñanzas y rechazó los cargos de sus perseguidores. Olvidándose de sí mismo, de su posición y de la ocasión, emplazó a sus oyentes ante el tribunal divino y pesó los sofismas y las imposturas de sus enemigos en la balanza de la verdad eterna. El poder del Espíritu Santo se dejó sentir en la sala del concilio. Los circunstantes notaron la influencia de Dios y parecía que no tuvieran fuerzas suficientes para abandonar el lugar. Las palabras del reformador eran como flechas de la aljaba de Dios, que penetraban y herían sus corazones. El cargo de herejía que pesaba sobre él, Wiclef lo lanzó contra ellos con poder irresistible. Los interpeló por el atrevimiento con que extendían sus errores y los denunció como traficantes que por amor al lucro comerciaban con la gracia de Dios.

"¿Contra quién pensáis que estáis contendiendo? -dijo al concluir.- ¿Con un anciano que está ya al borde del sepulcro? -¡No! ¡contra la Verdad, la Verdad que es más fuerte que vosotros y que os vencerá!" (Wylie, libro. 2, cap. 13.) Y diciendo esto se retiró de la asamblea sin que ninguno de los adversarios intentara detenerlo.

35.12. João Wycliffe - XII

O apelo para a razão despertou os homens de sua submissão passiva aos dogmas papais. Wycliffe ensinava agora doutrinas distintivas do protestantismo: salvação pela fé em Cristo, e a infalibilidade das Escrituras unicamente. Os pregadores que enviara disseminaram a Bíblia, juntamente com os escritos do reformador, e com êxito tal que a nova fé foi aceita por quase metade do povo da Inglaterra.

O aparecimento das Escrituras produziu estupefação às autoridades da igreja. Tinham agora de enfrentar um fator mais poderoso do que Wycliffe, fator contra o qual suas armas pouco valeriam. Não havia nesta ocasião na Inglaterra lei alguma proibindo a Bíblia, pois nunca dantes fora ela publicada na língua do povo. Semelhantes leis foram depois feitas e rigorosamente executadas. Entretanto, apesar dos esforços dos padres, houve durante algum tempo oportunidade para a circulação da Palavra de Deus.

Novamente os chefes papais conspiraram para fazer silenciar a voz do reformador. Perante três tribunais foi ele sucessivamente chamado a juízo, mas sem proveito. Primeiramente um sínodo de bispos declarou heréticos os seus escritos e, ganhando o jovem rei Ricardo II para o seu lado, obtiveram um decreto real sentenciando à prisão todos os que professassem as doutrinas condenadas.

Wycliffe apelou do sínodo para o Parlamento; destemidamente acusou a hierarquia perante o conselho nacional e pediu uma reforma dos enormes abusos sancionados pela igreja. Com poder convincente, descreveu as usurpações e corrupções da sé papal. Seus inimigos ficaram confusos. Os que eram amigos de Wycliffe e o apoiavam, tinham sido obrigados a ceder, e houvera a confiante expectativa de que o próprio reformador, em sua avançada idade, só e sem amigos, curvar-se-ia ante a autoridade combinada da coroa e da tiara. Mas, em vez disso, os adeptos de Roma viram-se derrotados. O Parlamento, despertado pelos estimuladores apelos de Wycliffe, repeliu o edito perseguidor e o reformador foi novamente posto em liberdade.

Pela terceira vez foi ele chamado a julgamento, e agora perante o mais elevado tribunal eclesiástico do reino. Ali não se mostraria favor algum para com a heresia. Ali, finalmente, Roma triunfaria e a obra do reformador seria detida. Assim pensavam os romanistas. Se tão-somente cumprissem seu propósito, Wycliffe seria obrigado a renunciar suas doutrinas, ou sairia da corte diretamente para as chamas.

Wycliffe, porém, não se retratou; não usou de dissimulação. Destemidamente sustentou seus ensinos e repeliu as acusações de seus perseguidores. Perdendo de vista a si próprio, sua posição e o momento, citou os ouvintes perante o tribunal divino, e pesou seus sofismas e enganos na balança da verdade eterna. Sentiu-se o poder do Espírito Santo na sala do concílio. Os ouvintes ficaram como que fascinados. Pareciam não ter forças para deixar o local. Como setas da aljava do Senhor, as palavras do reformador penetravam-lhes a alma. A acusação da heresia que contra ele haviam formulado, com poder convincente reverteu contra eles mesmos. Por que, perguntava ele, ousavam espalhar seus erros? Por amor do lucro, para da graça de Deus fazerem mercadoria?

“Com quem”, disse finalmente, “julgais estar a contender? com um ancião às bordas da sepultura? Não! com a Verdade – Verdade que é mais forte do que vós, e vos vencerá.” – Wylie, livro 2, cap. 13. Assim dizendo, retirou-se da assembléia e nenhum de seus adversários tentou impedi-lo.

35.12. John Wycliffe - XII

The appeal to men's reason aroused them from their passive submission to papal dogmas. Wycliffe now taught the distinctive doctrines of Protestantism--salvation through faith in Christ, and the sole infallibility of the Scriptures. The preachers whom he had sent out circulated the Bible, together with the Reformer's writings, and with such success that the new faith was accepted by nearly one half of the people of England.

The appearance of the Scriptures brought dismay to the authorities of the church. They had now to meet an agency more powerful than Wycliffe--an agency against which their weapons would avail little. There was at this time no law in England prohibiting the Bible, for it had never before been published in the language of the people. Such laws were afterward enacted and rigorously enforced. Meanwhile, notwithstanding the efforts of the priests, there was for a season opportunity for the circulation of the word of God.

Again the papal leaders plotted to silence the Reformer's voice. Before three tribunals he was successively summoned for trial, but without avail. First a synod of bishops declared his writings heretical, and, winning the young king, Richard II, to their side, they obtained a royal decree consigning to prison all who should hold the condemned doctrines.

Wycliffe appealed from the synod to Parliament; he fearlessly arraigned the hierarchy before the national council and demanded a reform of the enormous abuses sanctioned by the church. With convincing power he portrayed the usurpation and corruptions of the papal see. His enemies were brought to confusion. The friends and supporters of Wycliffe had been forced to yield, and it had been confidently expected that the Reformer himself, in his old age, alone and friendless, would bow to the combined authority of the crown and the miter. But instead of this the papists saw themselves defeated. Parliament, roused by the stirring appeals of Wycliffe, repealed the persecuting edict, and the Reformer was again at liberty.

A third time he was brought to trial, and now before the highest ecclesiastical tribunal in the kingdom. Here no favor would be shown to heresy. Here at last Rome would triumph, and the Reformer's work would be stopped. So thought the papists. If they could but accomplish their purpose, Wycliffe would be forced to abjure his doctrines, or would leave the court only for the flames.

But Wycliffe did not retract; he would not dissemble. He fearlessly maintained his teachings and repelled the accusations of his persecutors. Losing sight of himself, of his position, of the occasion, he summoned his hearers before the divine tribunal, and weighed their sophistries and deceptions in the balances of eternal truth. The power of the Holy Spirit was felt in the council room. A spell from God was upon the hearers. They seemed to have no power to leave the place. As arrows from the Lord's quiver, the Reformer's words pierced their hearts. The charge of heresy, which they had brought against him, he with convincing power threw back upon themselves. Why, he demanded, did they dare to spread their errors? For the sake of gain, to make merchandise of the grace of God?

"With whom, think you," he finally said, "are ye contending? with an old man on the brink of the grave? No! with Truth--Truth which is stronger than you, and will overcome you."--Wylie, b. 2, ch. 13. So saying, he withdrew from the assembly, and not one of his adversaries attempted to prevent him.

35.11. Juan Wiclef - XI

Las palabras de Wiclef se cumplieron. Vivió lo bastante para poder dejar en manos de sus connacionales el arma más poderosa contra Roma: la Biblia, el agente enviado del cielo para libertar, alumbrar y evangelizar al pueblo. Muchos y grandes fueron los obstáculos que tuvo que vencer para llevar a cabo esta obra. Se veía cargado de achaques; sabía que sólo le quedaban unos pocos años que dedicar a sus trabajos, y se daba cuenta de la oposición que debía arrostrar, pero animado por las promesas de la Palabra de Dios, siguió adelante sin que nada le intimidara. Estaba en pleno goce de sus fuerzas intelectuales y enriquecido por mucha experiencia, la providencia especial de Dios le había conservado y preparado para esta la mayor de sus obras; de modo que mientras toda la cristiandad se hallaba envuelta en tumultos el reformador, en su rectoría de Lutterworth, sin hacer caso de la tempestad que rugía en derredor, se dedicaba a la tarea que había escogido.

Por fin dio cima a la obra: acabó la primera traducción de la Biblia que se hiciera en inglés. El Libro de Dios quedaba abierto para Inglaterra. El reformador ya no temía la prisión ni la hoguera. Había puesto en manos del pueblo inglés una luz que jamás se extinguiría. Al darles la Biblia a sus compatriotas había hecho más para romper las cadenas de la ignorancia y del vicio, y para libertar y engrandecer a su nación, que todo lo que jamás se consiguiera con las victorias más brillantes en los campos de batalla.

Como todavía la imprenta no era conocida, los ejemplares de la Biblia no se multiplicaban sino mediante un trabajo lento y enojoso. Tan grande era el empeño de poseer el libro, que muchos se dedicaron voluntariamente a copiarlo; sin embargo, les costaba mucho a los copistas satisfacer los pedidos. Algunos de los compradores más ricos deseaban la Biblia entera. Otros compraban solamente una porción. En muchos casos se unían varias familias para comprar un ejemplar. De este modo la Biblia de Wiclef no tardó en abrirse paso en los hogares del pueblo.

35.11. João Wycliffe - XI

Cumpriram-se as palavras de Wycliffe. Viveu a fim de colocar nas mãos de seus compatriotas a mais poderosa de todas as armas contra Roma, isto é, dar-lhes a Escritura Sagrada, o meio indicado pelo Céu para libertar, esclarecer e evangelizar o povo. Muitos e grandes obstáculos havia a vencer na realização dessa obra. Wycliffe achava-se sobrecarregado de enfermidades; sabia que apenas poucos anos lhe restavam para o trabalho; via a oposição que teria de enfrentar; mas, animado pelas promessas da Palavra de Deus, foi avante sem intimidar-se de coisa alguma. Quando em pleno vigor de suas capacidades intelectuais, rico em experiências, foi ele preservado e preparado por especial providência de Deus para esse trabalho – o maior por ele realizado. Enquanto a cristandade se envolvia em tumultos, o reformador em sua reitoria de Lutterworth, alheio à tempestade que fora esbravejava, dedicava-se à tarefa que escolhera.

Concluiu-se, por fim, o trabalho: a primeira tradução inglesa que já se fizera da Escritura Sagrada. A Palavra de Deus estava aberta para a Inglaterra. O reformador não temia agora prisão ou fogueira. Colocara nas mãos do povo inglês uma luz que jamais se extinguiria. Dando a Bíblia aos seus compatriotas, fizera mais no sentido de quebrar os grilhões da ignorância e do vício, mais para libertar e enobrecer seu país, do que já se conseguira pelas mais brilhantes vitórias nos campos de batalha.

Sendo ainda desconhecida a arte de imprimir, era unicamente por trabalho moroso e fatigante que se podiam multiplicar os exemplares da Escritura Sagrada. Tão grande era o interesse por se obter o Livro, que muitos voluntariamente se empenharam na obra de o transcrever; mas era com dificuldade que os copistas podiam atender aos pedidos. Alguns dos mais ricos compradores desejavam a Bíblia toda. Outros compravam apenas parte. Em muitos casos várias famílias se uniam para comprar um exemplar. Assim, a Bíblia de Wycliffe logo teve acesso aos lares do povo.