En el juicio final,

los hombres no serán condenados porque creyeron concienzudamente una mentira, sino porque no creyeron la verdad, porque descuidaron la oportunidad de aprender la verdad. No obstante los sofismas con que Satanás trata de establecer lo contrario, siempre es desastroso desobedecer a Dios. Debemos aplicar nuestros corazones a buscar la verdad. Todas las lecciones que Dios mandó registrar en su Palabra son para nuestra advertencia e instrucción. Fueron escritas para salvarnos del engaño. El descuidarlas nos traerá la ruina. Podemos estar seguros de que todo lo que contradiga la Palabra de Dios procede de Satanás.

31.08. Com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também

O Senhor tinha declarado pelo profeta Miquéias: “Ouvi, agora, isto, vós, cabeças de Jacó, e vós, chefes da casa de Israel, que abominais o juízo, e perverteis tudo o que é direito, e edificais a Sião com sangue, e a Jerusalém com perversidade. Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá” (Miquéias 3:9-11).

Estas palavras descreviam fielmente os habitantes de Jerusalém, corruptos e possuídos de justiça própria. Pretendendo embora observar rigidamente os preceitos da lei de Deus, estavam transgredindo todos os seus princípios. Odiavam a Cristo porque a Sua pureza e santidade lhes revelavam a iniqüidade própria; e acusavam-nO de ser a causa de todas as angústias que lhes tinham sobrevindo em conseqüência de seus pecados. Posto que soubessem não ter Ele pecado, declararam que Sua morte era necessária para a segurança deles como nação.

“Se O deixarmos assim”, disseram os chefes dos judeus, “todos crerão nEle, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação” (João 11:48). Se Cristo fosse sacrificado, eles poderiam uma vez mais se tornar um povo forte, unido. Assim raciocinavam, e concordavam com a decisão de seu sumo sacerdote de que seria melhor morrer um homem do que perecer toda a nação.

Assim os dirigentes judeus edificaram a “Sião com sangue, e a Jerusalém com injustiça”. E além disso, ao mesmo tempo em que mataram seu Salvador porque lhes reprovava os pecados, tal era a sua justiça própria que se consideravam como o povo favorecido de Deus, e esperavam que o Senhor os livrasse dos inimigos. “Portanto”, continuou o profeta, “por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa em lugares altos dum bosque” (Miquéias 3:12).

Durante quase quarenta anos depois que a condenação de Jerusalém fora pronunciada por Cristo mesmo, retardou o Senhor os Seus juízos sobre a cidade e nação. Maravilhosa foi a longanimidade de Deus para com os que Lhe rejeitaram o evangelho e assassinaram o Filho. A parábola da árvore infrutífera representava o trato de Deus para com a nação judaica. Fora dada a ordem: “Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?” (Lucas 13: 7). Mas a misericórdia divina poupara-a ainda um pouco de tempo.

Muitos havia ainda entre os judeus que eram ignorantes quanto ao caráter e obra de Cristo. E os filhos não haviam gozado das oportunidades nem recebido a luz que seus pais tinham desprezado. Mediante a pregação dos apóstolos e de seus cooperadores, Deus faria com que a luz resplandecesse sobre eles; ser-lhes-ia permitido ver como a profecia se cumprira, não somente no nascimento e vida de Cristo, mas também em Sua morte e ressurreição.

Os filhos não foram condenados pelos pecados dos pais; quando, porém, conhecedores de toda a luz dada a seus pais, os filhos rejeitaram mesmo a que lhes fora concedida a mais, tornaram-se participantes dos pecados daqueles e encheram a medida de sua iniqüidade.

A longanimidade de Deus para com Jerusalém apenas confirmou os judeus em sua obstinada impenitência. Em seu ódio e crueldade para com os discípulos de Jesus, rejeitaram o último oferecimento de misericórdia. Afastou Deus então deles a proteção, retirando o poder com que restringia a Satanás e seus anjos, de maneira que a nação ficou sob o controle do chefe que haviam escolhido. Seus filhos tinham desdenhado a graça de Cristo, que os teria habilitado a subjugar seus maus impulsos, e agora estes se tornaram os vencedores.

Satanás suscitou as mais violentas e vis paixões da alma. Os homens não raciocinavam; achavam-se fora da razão, dirigidos pelo impulso e cega raiva. Tornaram-se satânicos em sua crueldade. Na família e na sociedade, entre as mais altas como entre as mais baixas classes, havia suspeita, inveja, ódio, contenda, rebelião, assassínio. Não havia segurança em parte alguma. Amigos e parentes traíam-se mutuamente. Pais matavam aos filhos, e filhos aos pais.

Os príncipes do povo não tinham poder para governar-se. Desenfreadas paixões faziam-nos tiranos. Os judeus haviam aceitado falso testemunho para condenar o inocente Filho de Deus. Agora as falsas acusações tornavam insegura sua própria vida. Pelas suas ações durante muito tempo tinham estado a dizer: “Fazei que deixe de estar o Santo de Israel perante nós.” Isa. 30:11. Agora seu desejo foi satisfeito. O temor de Deus não mais os perturbaria. Satanás estava à frente da nação e as mais altas autoridades civis e religiosas estavam sob o seu domínio.

Os chefes das facções oponentes por vezes se uniam para saquear e torturar suas desgraçadas vítimas, e novamente caíam sobre as forças uns dos outros, fazendo impiedosa matança. Mesmo a santidade do templo não lhes refreava a horrível ferocidade. Os adoradores eram assassinados diante do altar, e o santuário contaminava-se com corpos de mortos.

No entanto, em sua cega e blasfema presunção, os instigadores desta obra infernal publicamente declaravam que não tinham receio de que Jerusalém fosse destruída, pois era a própria cidade de Deus. A fim de estabelecer mais firmemente seu poder, subornaram profetas falsos para proclamar, mesmo enquanto as legiões romanas estavam sitiando o templo, que o povo devia aguardar o livramento de Deus.

Afinal, as multidões apegaram-se firmemente à crença de que o Altíssimo interviria para a derrota de seus adversários. Israel, porém, havia desdenhado a proteção divina, e agora não tinha defesa. Infeliz Jerusalém! despedaçada por dissensões internas, com o sangue de seus filhos, mortos pelas mãos uns dos outros, a tingir de carmesim suas ruas, enquanto hostis exércitos estrangeiros derribavam suas fortificações e lhes matavam os homens de guerra!

Todas as predições feitas por Cristo relativas à destruição de Jerusalém cumpriram-se à letra. Os judeus experimentaram a verdade de Suas palavras de advertência: “Com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” (Mateus 7:2).